Olhos de vida

Já tinha se passado alguns anos da despedida, e por um acaso o nosso encontro informal botou em dia na minha mente todas as histórias daquela vida que poderíamos ter tido juntos, foram tantos jantares, piqueniques, teatros, almoços de domingo, frios no inverno, pneus furados…  que  foram perdidos como roteiros sem atores e diretores.

Ela continuava linda, muito diferente porém muito bela, a vida lhe deu postura, seriedade e responsabilidade, mas os seus olhos juvenis exalando vida continuavam os mesmos, e que olhos, os únicos que me fizeram voar até hoje, olhos que tinham tanta vida que esqueciam que eram olhos por tantas vezes eles falaram, gritaram, choraram, sorriram…

E eu o mesmo, porém tinha perdido a auto confiança da juventude e talvez por isso não tenha ido falar com ela, só observei, e outros momentos ficaram perdidos no ar. Ela pagou sua conta virou de costas e se foi com a mesma postura que havia chegado, talvez não me viu ou não reconheceu.

Não foi porque não tinha de ser, era o que eu tentava me convencer.                                                                                                                                                                                                                    Esse amor sei que nunca acabou, porque nunca começou. 

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